AeroPark Camboriú: O Projeto de R$ 1 Bilhão que Vai Transformar a Região
Série: AeroPark Camboriú — Este é o primeiro de cinco artigos que analisam o megaprojeto sob diferentes ângulos: panorama geral (esta peça), a Zona de Processamento de Exportação, a aviação executiva e sua relação com Navegantes, o impacto imobiliário e a valorização prevista para Camboriú e a comparação com o São Paulo Catarina.
Resumo executivo
Em junho de 2026, a VexCapital formalizou junto à Prefeitura de Camboriú o Memorando de Intenções para implantar o AeroPark Camboriú, um complexo de R$ 1 bilhão que ocupará 2,2 milhões de m² na região do Braço. O projeto reúne aeroporto executivo, mais de 200 hangares, parque tecnológico, condomínios aeronáuticos e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE).
- Escala: é o maior projeto de infraestrutura privada anunciado no Litoral Norte de SC.
- Complementaridade: alivia a pressão sobre o Aeroporto de Navegantes sem competir com voos comerciais. Veja a análise da aviação executiva e do efeito sobre Navegantes.
- Impacto imobiliário: projetos aeronáuticos no Brasil (como o Catarina, da JHSF) geram ciclos sustentados de valorização no entorno.
- Status atual: fase de estudos técnicos e licenciamento ambiental — o investidor precisa calibrar expectativas de prazo.
- Risco principal: cronograma incerto e possibilidade de ajustes regulatórios antes da operação.
O que é o AeroPark Camboriú
O AeroPark Camboriú é um megacomplexo multifuncional de infraestrutura privada que combina aviação executiva, tecnologia, logística e moradia em um terreno de 2,2 milhões de metros quadrados no interior do município de Camboriú, em Santa Catarina. O investimento total previsto é de R$ 1 bilhão, integralmente proveniente da iniciativa privada, sem a utilização de recursos públicos.
O projeto foi formalizado em 17 de junho de 2026, com a entrega do Memorando de Intenções ao prefeito Leonel Pavan. O consórcio é liderado pela VexCapital, sob o comando do CEO Valmir Tartari. O projeto de engenharia aeroportuária foi desenvolvido pela renomada Intertechne, que assina os estudos e desenhos submetidos à ANAC, definindo as cabeceiras operacionais como 08 e 26.
Em termos de escala, o AeroPark é o maior projeto de infraestrutura privada anunciado no Litoral Norte catarinense. O terreno é fruto da unificação de 16 fazendas na região rural do Braço, com acesso principal situado na localidade do "Rancho do Tinho" (tradicional ponto de rodeios e eventos local). O complexo foi desenhado para criar um ecossistema econômico completo de importação, exportação e serviços aeronáuticos de alta performance.
VexCapital e o grupo de investidores
A VexCapital atua como coordenadora do grupo de investidores responsável pelo aporte de R$ 1 bilhão. O principal nome por trás da gestora é o CEO Valmir Tartari, empresário fundador da VMT (empresa líder em projetos de terraplenagem, infraestrutura e grandes urbanizações no Brasil). A VMT traz a solidez operacional e a expertise técnica necessárias para a movimentação de terra do empreendimento — tendo em seu portfólio obras de grande porte no litoral, como a terraplenagem do complexo turístico que abriga o Hard Rock em Itapema/Porto Belo.
A captação de recursos foi realizada junto a grupos empresariais sólidos dos setores do agronegócio, combustíveis/petróleo, redes de concessionárias e parques industriais. O empreendimento opera com recursos próprios, com as terras e projetos totalmente pagos. O modelo societário foi estruturado em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) independentes para cada um dos condomínios residenciais e de hangares. Esse desenho jurídico protege os investidores, pois evita que pendências ou transgressões operacionais em um condomínio afetem o funcionamento da pista ou dos outros setores do aeroporto.
Além da proteção jurídica, o formato de SPE oferece uma enorme eficiência tributária: os compradores entram no negócio como sócios de cotas de participação e, na conclusão das obras, retiram seus respectivos lotes como distribuição de capital (retirada de cota), eliminando a cobrança de ganho de capital na transação física do imóvel.
Por que o Braço de Camboriú: a lógica geográfica e de acessos
A escolha da região do Braço obedece a uma lógica de viabilidade técnica aeronáutica e de acessibilidade terrestre. O complexo situa-se a apenas 22 metros acima do nível do mar, uma altitude baixa que otimiza a pressão atmosférica e a mistura de oxigênio nos motores das aeronaves, garantindo maior sustentação e menor comprimento de pista exigido para decolagens. Além disso, a implantação no vale oferece proteção natural contra ventos de cauda e rajadas laterais fortes.
No quesito acessibilidade, o projeto está conectado às rodovias e aos polos industriais da Foz do Rio Itajaí-Açu e do Vale:
- Balneário Camboriú fica a cerca de 14 km pela rota de acesso prevista. O prefeito Leonel Pavan se comprometeu a aprovar e viabilizar o projeto de uma via expressa direta ligando o AeroPark à BR-101, otimizando o tráfego e encurtando o tempo de viagem dos moradores dos arranha-céus da orla. Se você está avaliando imóveis de luxo na região, consulte o nosso guia de investimento em imóveis de luxo em BC.
- Brusque, importante polo têxtil e de confecção do estado, situa-se a apenas 15 km da outra extremidade do acesso do AeroPark, facilitando o uso empresarial do terminal pelos industriais do Vale do Itajaí.
- Navegantes e seu aeroporto internacional ficam a aproximadamente 35 km via BR-101.
A pista foi posicionada com cabeceiras 08 e 26. Os estudos da Intertechne incorporaram uma rotação angular na orientação da pista para que a trajetória de aproximação e subida dos aviões siga em direção ao Morro do Boi e ao mar aberto, contornando a projeção vertical dos arranha-céus de Balneário Camboriú, garantindo a conformidade regulatória exigida pela ANAC.
Os cinco pilares do complexo, setores e condições de aquisição
O AeroPark Camboriú foi desenhado sobre cinco componentes integrados, cada um com função econômica e urbanística distinta. A tabela a seguir sintetiza a estrutura:
| Pilar | Descrição | Função econômica |
|---|---|---|
| Aeroporto executivo | Terminal aeroportuário com pista de cabeceiras 08 e 26. Inicia com 1.200 m de pista, com 200 m adicionais de expansão imediata contratada (totalizando 1.400 m entregues) e expansão futura planejada para 1.600 m. | Acessibilidade aérea para empresários, fretamento e conectividade de negócios regional e nacional. |
| Hangares (250 lotes) | Mais de 250 lotes residenciais e de hangares, com lotes partindo de 640 m² até 2.880 m² com taxa de ocupação construtiva de cerca de 80%. | Receita recorrente de locação, manutenção e serviços aeronáuticos avançados. |
| Condomínios aeronáuticos | 3 condomínios residenciais e de hangares fechados independentes, garantindo acesso perpétuo e vitalício à pista. | Produto imobiliário de nicho premium, focado em alta segurança, privacidade e moradia estilo casa-hangar. |
| Parque tecnológico | Área de tecnologia integrada, prevendo a atração de data-centers, empresas de software e polos industriais de precisão. | Geração de empregos de alta qualificação e atração de mão de obra especializada para Camboriú. |
| ZPE (Zona de Processamento de Exportação) | Micro-ZPE voltada ao desembaraço aduaneiro certificado integrado para facilitar exportações aéreas de alto valor. | Incentivo à produção industrial com regime aduaneiro especial e redução de custos logísticos. |
Sinalização de setores e precificação
O empreendimento foi segmentado em quatro setores principais com características de uso e diretrizes de desenvolvimento específicas:
- Setor 1 (Norte - Médio): Concentrará o FBO (Fixed Base Operator) e a maior parte da estrutura de recepção. Por se tratar da área com a infraestrutura mais nobre integrada diretamente à recepção principal, a tabela de cotas de participação opera sob regime de consultas fechadas. Construtores e empresários interessados em posicionar hangares neste setor podem solicitar o detalhamento técnico e comercial com a nossa equipe.
- Setor 2 (Sul - Pequeno/Geral): O maior setor do projeto, contendo lotes a partir de 640 m² até áreas maiores de 2.200 m². Por suas dimensões e posicionamento, apresenta uma das relações de custo-benefício mais atraentes para quem busca garantir posições precoces no complexo. As tabelas vigentes de participação estão disponíveis sob consulta direta com nossos corretores parceiros. Por exigir menor volume de movimentação de terra, será o primeiro setor a ser entregue, com liberação prevista para 2 anos após a obtenção de todas as licenças ambientais e construtivas.
- Setor 3 (Coringa - Comercial/Embarque): Uma área nobre de 42.000 m² reservada estrategicamente pelo grupo VexCapital. Dependendo da evolução das licenças municipais e da demanda dos sócios, poderá abrigar um terminal de embarque e desembarque de altíssimo luxo integrado a um shopping center corporativo ou marcas premium.
- Setor 4 (Sul - Grande): Setor de grandes lotes de 2.880 m² destinados a operações corporativas robustas e hangares de grande porte. Do total de 15 unidades planejadas neste setor, apenas 7 foram disponibilizadas para negociação externa nesta fase inicial de implantação da SPE. As consultas de disponibilidade e reservas de lotes corporativos são conduzidas de forma confidencial.
Setor Comercial e Serviços Compartilhados
O AeroPark contará com um polo de comércio e serviços aberto ao público na lateral do complexo, contendo:
- Centro empresarial e salas corporativas;
- Hotel executivo de bandeira internacional em negociação;
- Supermercado e restaurante premium;
- Posto de abastecimento de combustíveis (cuja operação será controlada diretamente pela própria VexCapital, visando manter preços competitivos e atrativos para posicionar Camboriú como o principal ponto de reabastecimento de aeronaves executivas da região);
- Área de estar do piloto (sala de repouso e espera moderna com cadeiras de massagem e infraestrutura de suporte a tripulações, sem quartos de dormitório dedicados);
- Oficinas e hangares de serviços mecânicos homologados.
Plano de Pagamento e Condições Comerciais
A política comercial do empreendimento prevê confidenciabilidade, sendo possível somente apresentação exclusiva sob agendamento.
Impacto no mercado imobiliário de Camboriú e região
Projetos de infraestrutura aeroportuária e logística tendem a provocar três ondas de impacto no mercado imobiliário do entorno, detalhadas também na nossa análise de valorização prevista para Camboriú:
Primeira onda: valorização especulativa (fase atual)
Ocorre imediatamente após o anúncio do projeto, antes mesmo do início das obras. Proprietários de terrenos na região do Braço já percebem aumento de consultas e ofertas, e é natural que pedidos de preço subam nos meses seguintes à formalização do Memorando de Intenções. O risco desta fase é a valorização sem fundamento operacional: o projeto ainda não tem licenças definitivas.
Segunda onda: valorização por obras e infraestrutura
Acontece quando o canteiro de obras se instala e a infraestrutura viária, elétrica e de saneamento começa a ser implantada. É quando os condomínios horizontais no entorno mais se beneficiam, pois passam a contar com acesso pavimentado, iluminação pública e serviços que antes não existiam. A experiência de Balneário Camboriú e região mostra que melhorias de infraestrutura pública são um dos principais vetores de valorização imobiliária.
Terceira onda: valorização por operação e ecossistema
É a mais duradoura. Quando o aeroporto entra em operação e o parque tecnológico começa a atrair empresas, surge uma demanda real por moradia, comércios e serviços nas proximidades. No caso do São Paulo Catarina (JHSF), esta fase gerou um ciclo contínuo de desenvolvimento que perdura há anos, com lançamentos residenciais, outlets de luxo e hotéis se multiplicando no entorno.
Dado relevante: Camboriú registrou crescimento populacional de 65% entre 2010 e 2022, segundo o IBGE. A população estimada em 2025 é de 117.324 habitantes. O AeroPark pode acelerar essa curva ao atrair moradores com perfil de renda superior ao atual do município, reposicionando Camboriú de cidade residencial para polo empresarial.
Para quem já está analisando oportunidades na região, entender os documentos e custos envolvidos na aquisição de imóveis é um passo prático antes de tomar qualquer decisão.
Paralelos com outros projetos aeronáuticos no Brasil
O conceito de integrar aviação, moradia e negócios não é inédito no Brasil. Vários empreendimentos já operam com esse modelo, em escalas diferentes. A comparação ajuda a calibrar expectativas sobre o AeroPark:
| Projeto | Localização | Escala | Diferencial |
|---|---|---|---|
| São Paulo Catarina (JHSF) | São Roque, SP | Aeroporto executivo internacional + outlet + residências | Ecossistema integrado de luxo; líder em voos executivos em SP |
| Fly Ville | Gov. Celso Ramos, SC | Condomínio aeronáutico residencial com pista de 1.340 m | Modelo "morar ao lado da pista" focado em lazer e conveniência |
| Costa Esmeralda | Porto Belo, SC | Condomínio com área de aviação e lotes residenciais | Pioneiro em SC; combina aviação e lotes de alto padrão |
| Santos Dumont | Elias Fausto, SP | Condomínio aeronáutico corporativo 24/7 | Foco em pilotos-proprietários com negócios em Campinas/SP |
| AeroPark Camboriú | Camboriú, SC | 2,2 milhões m²; aeroporto + ZPE + tech park + condos | Escala completa com ZPE e parque tecnológico integrados |
O que diferencia o AeroPark dos demais é a inclusão da ZPE e do parque tecnológico. Enquanto condomínios aeronáuticos tradicionais focam em residências e hangares para proprietários de aeronaves, o AeroPark visa criar um polo econômico completo, com capacidade de atrair empresas exportadoras e startups que se beneficiam da localização logística privilegiada entre o porto de Itajaí e a BR-101. Para compreender melhor o ecossistema de investimentos de alto padrão na região, este contexto é essencial.
Status atual e cronograma realista
É fundamental que qualquer análise sobre o AeroPark parta do status real do projeto, e não de projeções otimistas:
- Março de 2026: apresentação do conceito a lideranças políticas e empresariais, incluindo os prefeitos de Camboriú e Balneário Camboriú.
- 17 de junho de 2026: entrega formal do Memorando de Intenções à Prefeitura de Camboriú (gestão Leonel Pavan).
- Julho de 2026 em diante: início dos estudos técnicos, topográficos, ambientais e de viabilidade. Adequações ao Plano Diretor e zoneamento municipal.
A partir deste ponto, o cronograma depende de variáveis que estão fora do controle do investidor imobiliário. Empreendimentos aeroportuários desse porte no Brasil — que envolvem aprovação da ANAC, licenciamento ambiental estadual e federal, estudos de impacto de vizinhança (EIV) e consultas públicas — costumam demandar de cinco a oito anos entre a formalização e a operação plena.
Atenção: não existe cronograma público de conclusão do AeroPark. Qualquer informação sobre "data de inauguração" que circule em materiais de vendas de terrenos na região deve ser tratada com ceticismo. A fase atual é de estudos, e o próprio Memorando de Intenções é um instrumento preliminar, não uma licença de construção.
Dito isso, o prefeito Leonel Pavan tem declarado publicamente que o AeroPark faz parte de um plano mais amplo chamado "Nova Camboriú", que visa reposicionar o município como polo econômico autônomo. Esse respaldo político é relevante, pois facilita o tramite regulatório municipal, embora as aprovações estaduais e federais sigam cronogramas independentes.
Riscos e limitações que o investidor deve conhecer
Nenhuma análise séria sobre um projeto dessa magnitude estaria completa sem uma avaliação honesta dos riscos. Diferente de peças publicitárias, nosso objetivo aqui é apresentar o quadro completo:
- Risco regulatório: a aprovação de um aeroporto privado envolve ANAC, órgãos ambientais (IMA/SC e IBAMA, dependendo do escopo), Exército (pelo controle do espaço aéreo) e prefeitura. A negativa ou o atraso em qualquer uma dessas instâncias pode alterar significativamente o projeto.
- Risco ambiental: áreas de 2,2 milhões de m² frequentemente abrigam fragmentos de Mata Atlântica, nascentes ou Áreas de Preservação Permanente (APPs). O licenciamento ambiental pode exigir compensações que encarecem o projeto ou reduzem a área útil.
- Risco de cronograma: conforme mencionado, a distância entre um memorando de intenções e a operação efetiva de um aeroporto pode chegar a oito anos. Investidores que compram terrenos esperando valorização rápida podem se frustrar.
- Risco de especulação: anúncios de grandes projetos tendem a inflar preços de terrenos muito rapidamente, criando bolhas localizadas que podem estourar se o projeto sofrer atrasos ou modificações substanciais.
- Risco de mercado: o Brasil está sujeito a ciclos macroeconômicos. Uma eventual alta prolongada de juros ou retração no crédito imobiliário poderia desacelerar a demanda por condomínios horizontais na região, independentemente do avanço do AeroPark.
Para quem está avaliando a compra de imóveis na região, entender as opções de financiamento imobiliário disponíveis é parte fundamental da análise de viabilidade.
Cenários de valorização: simulação conservadora, base e otimista
A simulação abaixo não é previsão nem promessa de retorno. Serve como exercício analítico para ilustrar o potencial percentual de valorização de um lote na região do Braço em 5 anos, considerando a evolução e a velocidade das obras de infraestrutura e licenciamento do AeroPark Camboriú.
| Cenário | Premissa | Evolução Patrimonial Estimada | Valorização Líquida Esperada |
|---|---|---|---|
| Conservador | Atrasos no licenciamento; início de obras apenas no 4.º ano | Crescimento moderado de valorização real | +60% |
| Base | Licenciamento em 2 anos; obras iniciadas no 3.º ano | Forte valorização com entrega de infraestrutura | +125% |
| Otimista | Licenciamento rápido; primeira fase operando no 5.º ano | Apreciação máxima pela ativação do polo aeronáutico | +200% |
Importante: estes são cenários ilustrativos com base em padrões observados em projetos análogos (Catarina/JHSF, Fly Ville). Resultados reais dependem de variáveis macroeconômicas, regulatórias e de mercado que não podem ser antecipadas com precisão. A valorização passada de outros projetos não garante retorno futuro. Custos de aquisição, ITBI, registro, manutenção e eventual tributação sobre ganho de capital reduzem o retorno líquido.
Checklist: 12 pontos antes de investir na região do AeroPark
- Verifique a situação registral do terreno (matrícula atualizada, sem ônus ou penhoras)
- Confirme se a área está dentro do zoneamento permitido pelo Plano Diretor de Camboriú
- Consulte se o terreno está em Área de Preservação Permanente (APP) ou faixa de domínio da BR-101
- Avalie o acesso viário atual: estrada pavimentada, distância da BR-101 e do centro de Camboriú
- Pesquise se há projetos de infraestrutura pública previstos para a região (saneamento, energia, internet)
- Não pague preços inflados por expectativa: negocie com base no valor de mercado atual, não no projetado
- Avalie a liquidez do investimento: terrenos em áreas remotas podem levar meses ou anos para serem revendidos
- Diversifique: não concentre todo o patrimônio em uma única aposta geográfica
- Consulte um advogado especializado em direito imobiliário para revisar contratos de compra e venda
- Entenda a tributação: ITBI, IR sobre ganho de capital e custos cartorários reduzem o retorno líquido
- Acompanhe os atos oficiais da Prefeitura e da Câmara de Camboriú sobre o andamento do projeto
- Converse com um corretor de imóveis que atue na região e conheça o histórico de valorização local
Perguntas frequentes
O que é o AeroPark Camboriú?
O AeroPark Camboriú é um megaprojeto privado de R$ 1 bilhão liderado pela VexCapital, previsto para ocupar 2,2 milhões de m² na região do Braço, em Camboriú (SC). O complexo contempla um aeroporto executivo, 250 hangares, condomínios aeronáuticos, um parque tecnológico e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE).
Quando o AeroPark Camboriú vai ficar pronto?
O Memorando de Intenções foi entregue à Prefeitura de Camboriú em junho de 2026. O projeto está na fase inicial de estudos técnicos, licenciamento ambiental e adequações regulatórias. Não há cronograma público de conclusão, mas empreendimentos aeroportuários dessa escala costumam demandar de cinco a oito anos entre licenciamento e operação plena.
O AeroPark vai substituir o Aeroporto de Navegantes?
Não. O AeroPark será exclusivamente dedicado à aviação executiva e geral, enquanto o Aeroporto de Navegantes continuará operando voos comerciais regulares. Os dois se complementam: o AeroPark absorve a demanda de aeronaves privadas que hoje compete por espaço em Navegantes.
Qual o impacto imobiliário esperado na região?
Projetos aeroportuários e de infraestrutura tendem a provocar valorização significativa nos imóveis do entorno, especialmente terrenos e condomínios horizontais. O caso do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo (JHSF) mostra que o ecossistema de serviços, comércio de luxo e moradia que surge ao redor de um hub aeronáutico gera um ciclo contínuo de valorização.
O que é a ZPE prevista no projeto?
A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) é uma área com incentivos fiscais e alfandegários especiais para empresas voltadas à exportação. No contexto do AeroPark, ela atrairia indústrias de tecnologia e logística, gerando empregos qualificados e demanda adicional por moradia na região.
Quais são os riscos de investir na região do AeroPark agora?
Os principais riscos incluem: o projeto ainda está em fase de memorando de intenções (sem licenças definitivas); o licenciamento ambiental pode atrasar ou impor restrições; a valorização antecipada pode criar bolha especulativa localizada; e não há garantia de cronograma de execução. Investir com base em expectativas não consolidadas exige cautela e diversificação.
O investimento é público ou privado?
O AeroPark é integralmente privado, sem uso de recursos públicos. O investimento estimado de R$ 1 bilhão é coordenado pela VexCapital junto a um grupo de investidores. A Prefeitura de Camboriú participa como facilitadora nos processos regulatórios e de zoneamento, sem aporte financeiro.
Onde exatamente fica o AeroPark em Camboriú?
O complexo será implantado na região do Braço, no interior de Camboriú, em uma área de 2,2 milhões de m² às margens da BR-101. A localização é estratégica por estar a cerca de 10 km do centro de Balneário Camboriú e a aproximadamente 35 km do Aeroporto de Navegantes pela BR-101.
Existem projetos semelhantes no Brasil?
Sim. O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo (JHSF), em São Roque (SP), é o paralelo mais direto, com ecossistema de aviação, luxo e residências. Também existem condomínios aeronáuticos menores como o Fly Ville (Gov. Celso Ramos, SC), o Costa Esmeralda (Porto Belo, SC) e o Santos Dumont (Elias Fausto, SP).
O AeroPark Camboriú faz parte da "Nova Camboriú"?
Sim. O prefeito Leonel Pavan tem apresentado o AeroPark como um dos pilares do projeto "Nova Camboriú", que visa reposicionar o município de uma função predominantemente residencial para um polo de negócios, tecnologia e logística com identidade própria.
Conclusão: oportunidade real com horizonte de médio prazo
O AeroPark Camboriú reúne os ingredientes de um projeto transformador: capital privado robusto (R$ 1 bilhão), localização logística privilegiada (BR-101, proximidade com Itajaí e Navegantes), respaldo político municipal e um conceito que vai além do aeródromo — integrando aviação, tecnologia, moradia e comércio exterior em um único complexo.
Para o mercado imobiliário, a oportunidade é dupla. Camboriú ganha a infraestrutura que faltava para se emancipar da sombra de Balneário Camboriú e oferecer um produto que a vizinha não pode: condomínios horizontais de casas com acesso a serviços de ponta. E a região como um todo passa a contar com um ativo que pode atrair capital nacional e internacional em escala que nenhum empreendimento isolado conseguiria.
Dito isso, o investidor precisa calibrar expectativas. O projeto está na fase de memorando de intenções, sem licenças ambientais ou construtivas. Comprar terrenos apostando em valorização rápida é arriscado; comprar com horizonte de cinco a oito anos, com capital que não será necessário no curto prazo, é uma estratégia compatível com o perfil desse tipo de ativo.
A pergunta central não é se o AeroPark vai impactar a região — é quando e em que intensidade. E essas respostas virão gradualmente, à medida que licenças forem concedidas, obras iniciadas e operações inauguradas. Para quem acompanha o mercado do Litoral Norte desde 2010, como nós da MMI, essa é uma história que merece atenção — e acompanhamento de perto.
Próximo artigo da série: na segunda parte, analisamos em profundidade a ZPE (Zona de Processamento de Exportação) prevista no AeroPark — como ela funciona, quais incentivos oferece, que tipo de empresa pode atrair e qual o efeito multiplicador sobre empregos e moradia na região.
Está avaliando oportunidades imobiliárias na região de Camboriú?
Converse com a MMI para analisar localização, produto, riscos e adequação ao seu objetivo de investimento ou moradia.
Falar com a MMIFontes e referências
- Prefeitura de Camboriú — comunicado oficial sobre o AeroPark — Memorando de Intenções, abertura das tratativas, investimento estimado, área e composição projetada do complexo.
- BE News — cobertura do Memorando de Intenções do AeroPark Camboriú — registro jornalístico do anúncio e da participação da VexCapital.
- ND Mais — cobertura do projeto AeroPark — reportagem sobre o anúncio do complexo e suas etapas iniciais.
- MDIC / Conselho Nacional das ZPEs (CZPE) — regras, objetivos e requisitos do regime de Zona de Processamento de Exportação.
- IBGE Cidades e Estados — Camboriú (SC) — dados populacionais, territoriais e econômicos do município.
- Aeroporto Internacional de Navegantes / Motiva — perfil e ficha técnica — capacidade, infraestrutura e características operacionais publicadas pelo administrador aeroportuário.
- DECEA / AISWEB — Aeroporto Internacional de Navegantes (SBNF) — informações aeronáuticas e procedimentos oficiais da região.
- Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (ABRAZPE) — informações institucionais sobre o desenvolvimento do programa brasileiro de ZPEs.
